Deputada propõe ação inédita contra impactos do clima no Rio

Projeto ENFVERDE RJ propõe que enfermeiros liderem ações de saúde ambiental em comunidades vulneráveis às mudanças climáticas. Deputada Lilian Behring lança programa que une meio ambiente, SUS e inovação para enfrentar os impactos extremos do clima / Divulgação

Com foco nas populações vulneráveis, o projeto da deputada Lilian Behring propõe capacitação de enfermeiros e ações intersetoriais para mitigar os efeitos da crise climática


Frente ao aumento dos efeitos das mudanças climáticas no país, o Rio de Janeiro deu um passo importante com a proposta do Programa ENFVERDE RJ, que busca preparar e envolver os profissionais de enfermagem na área de saúde ambiental. O Projeto de Lei nº 5563/2025 é de autoria da deputada estadual Lilian Behring (PCdoB), enfermeira de formação, e tem como objetivo reforçar ações preventivas e o cuidado com quem mais sofre com os impactos do clima — como ondas de calor, enchentes e surtos de doenças.

O projeto vai além de simples capacitações: ele prevê uma atuação integrada entre diferentes órgãos públicos e privados, como as Secretarias de Saúde, Meio Ambiente e Defesa Civil, universidades e representantes da sociedade civil. A ideia é unir forças para enfrentar um problema que afeta a todos.

Capacitação e ação em territórios vulneráveis

Uma das principais metas do ENFVERDE RJ é oferecer formação contínua aos enfermeiros, para que eles possam lidar melhor com os efeitos das mudanças climáticas. Além disso, o projeto prevê a criação de núcleos de saúde territorial climática e também laboratórios vivos de inovação climática, onde serão testadas soluções sustentáveis com o uso de tecnologias sociais.

Na justificativa do projeto, Lilian Behring destaca o papel estratégico da enfermagem nesse cenário:

“A atuação dos enfermeiros nas áreas mais vulneráveis pode fazer toda a diferença, especialmente quando estamos falando de emergências climáticas. O ENFVERDE RJ vai preparar nossa força de trabalho para ser protagonista no cuidado e na prevenção” , destaca Behring.

A importância da cooperação intersetorial

Para dar certo, o programa será coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde, mas dependerá da colaboração de outros setores, como Meio Ambiente, Defesa Civil, FAPERJ, instituições de ensino e organizações da sociedade civil. Para a deputada, essa integração é fundamental:

“Não podemos tratar a crise climática de forma isolada. Esse programa é um exemplo claro de como a colaboração intersetorial pode gerar soluções concretas e eficazes” , afirma.

Sustentabilidade e inovação no SUS

Outro ponto forte do projeto é incentivar práticas sustentáveis dentro das unidades de saúde — como redução de resíduos e uso racional de recursos naturais. Também está previsto o uso de tecnologias sociais para melhorar o atendimento nas regiões mais expostas aos riscos climáticos.

Alinhado a compromissos internacionais do Brasil, como o Acordo de Paris, o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA) e as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ENFVERDE RJ quer modernizar o sistema de saúde fluminense e deixá-lo mais preparado para os desafios do futuro. A equidade ambiental também está no centro do projeto, com atenção especial às comunidades mais afetadas.

“Este é um compromisso com o futuro. A saúde do Rio de Janeiro precisa ser mais resiliente e preparada para as mudanças que já estão em curso. A enfermagem será, sem dúvida, um agente-chave nesse processo” , conclui Lilian Behring.