Livia Miranda, Marcio Ayer, Miro Teixeira e Monica Benicio disputam quem será o segundo nome da esquerda ao lado de Benedita na disputa pelo Senado no Rio
Com duas vagas ao Senado Federal em disputa nas eleições de 2026, os partidos do campo progressista no Rio de Janeiro já começam a movimentar suas articulações para a composição da chapa. Se a primeira vaga é considerada praticamente consolidada em torno da deputada federal Benedita da Silva (PT), a definição sobre quem ocupará a segunda posição ainda permanece em aberto e mobiliza diferentes correntes da esquerda fluminense.
Nos bastidores, quatro nomes aparecem como principais postulantes para disputar a segunda vaga ao Senado: Monica Benicio (PSOL), Livia Miranda (PCdoB), Miro Teixeira (PDT) e Marcio Ayer (PCdoB). A disputa envolve diferentes perfis políticos e estratégias partidárias para ampliar a representação da esquerda no estado.
Monica Benicio, vereadora do PSOL na capital fluminense, é reconhecida por sua atuação em pautas de direitos humanos, diversidade e combate à violência política. Viúva da ex-vereadora Marielle Franco, Monica se tornou uma das principais lideranças do partido no Rio de Janeiro.
Já a professora Livia Miranda, dirigente do PCdoB, tem trajetória ligada à organização partidária e aos movimentos sociais, sendo apontada por setores da legenda como um nome capaz de dialogar com a juventude e com a agenda de desenvolvimento regional. Atualmente, Livia é vereadora em Petrópolis.
O ex-deputado federal e ex-ministro Miro Teixeira surge como um nome de perfil mais amplo dentro do campo democrático. Com longa experiência parlamentar, Miro já exerceu mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados e ocupou o Ministério das Comunicações.
Outro nome cotado é o de Marcio Ayer, sindicalista e dirigente do PCdoB. Ayer é o presidente do Sindicato dos Comerciários no Rio, um dos mais atuantes no movimento sindical nacional.
A expectativa é que as negociações avancem até junho, à medida que os partidos definam alianças e estratégias eleitorais para 2026. Com duas cadeiras em disputa no Senado pelo Rio de Janeiro, a composição da chapa majoritária deverá ter peso central nas articulações da esquerda fluminense.