Cláudio Castro indica Miccione para eleição indireta na Alerj
A eleição indireta para o governo do estado deverá ocorrer em abril.
A formação de um novo bloco político na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ganhou um capítulo relevante na segunda-feira (19), quando integrantes do grupo se reuniram com o governador Cláudio Castro para tratar da eleição indireta que a Casa deverá realizar nos próximos meses. O encontro ocorreu em meio às articulações em torno de possíveis candidaturas e às dúvidas jurídicas que cercam um processo inédito no estado desde a redemocratização.
Mesmo diante dos movimentos em torno do deputado estadual licenciado e secretário estadual das Cidades, Douglas Ruas (PL), Castro assegurou que manterá a indicação do secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, para disputar o mandato-tampão para o Palácio Guanabara. A expectativa do governador é deixar o cargo até abril para concorrer a uma vaga ao Senado Federal.
Castro defende o nome de Ruas para ser o candidato do grupo na disputa pelo governado estadual. Esse modelo, contudo, não atende ao interesse do deputado licenciado, que gostaria de estar já à frente do Executivo para a empreitada. A persistir esse desenho, a tendência é concorrer a reeleição de deputado estadual e disputar a presidência da Alerj.
Bloco político e sinalização ao governo
Segundo os deputados que integram o novo bloco, a estratégia é preservar a unidade em torno da indicação feita pelo governador. O grupo afirma que, ao menos neste momento, seguirá alinhado à posição de Castro, apesar das informações sobre a formação de outro bloco envolvendo o PL e a Federação União Progressista em apoio a Ruas.
Cenário inédito e dúvidas sobre as regras
A possível eleição indireta para governador tem provocado debates na Alerj por causa do ineditismo da situação. O Rio está sem vice-governador desde o ano passado, após a ida de Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), e a saída de Cláudio Castro abrirá uma dupla vacância no comando do Executivo.
Quando Castro se desincompatibilizar, o que deve ocorrer até 4 de abril, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro, assumirá interinamente o governo e terá a obrigação de convocar a eleição na Alerj em até 30 dias. Entre as principais incertezas estão o formato da votação, se aberta ou secreta, e as regras para a elegibilidade dos candidatos.
